terça-feira, 20 agosto 2019
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O que são fundos de investimentos?

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Como Investidor, podemos ter limitações de conhecimento, volume de dinheiro e acesso a determinados ativos exclusivos. Estas características podem diminuir a diversificação da carteira, ponto importante na escolha de investimentos. Uma alternativa para estes pontos são os fundos de investimentos.

Devido ao montante total aplicado pelo fundo, esse produto oferece custos menores de aplicação. São captados recursos na casa dos milhões, o que também possibilita um maior leque de alternativas para alocar os recursos.

Conheça mais:

  • Fundo de investimento é uma pessoa jurídica com finalidade de realizar aplicações financeiras com o patrimônio do mesmo. Esse produto conta com gestores certificados pelos órgãos que buscam alternativas para rentabilizar os recursos dos cotistas.
  • Pessoas físicas e jurídicas podem adquirir cotas para participar das aplicações que estes fundos realizam, tornando-se cotistas deles. Através deste veículo, o investidor pode acessar produtos que sozinho não conseguiria, como aqueles destinados a investidores profissionais e institucionais.
  • Os investimentos realizados são executados e geridos pela administração e gestão, que deverão seguir todas as regras e regulamentos exigidos pelos órgãos reguladores (CVM e AMBIMA). A transparência nos fundos de investimentos é levada muito a sério. Eles devem distribuir, normalmente através dos seus sites, materiais de divulgação, lâmina, prospecto e regulamento, tais quais são importantes para entender as regras.

Diversificação e Acessibilidade

Na aplicação financeira através de fundos podemos diversificar de forma ágil nossos investimentos, garantindo que sejam geridos por especialistas da área. Com uma única aplicação podemos investir em ativos que sozinhos não conseguiríamos. Os valores mínimos de aplicação podem variar de R$ 500,00 (quinhentos reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais) ou mais. Com 1 milhão de reais podemos aplicar em 20 fundos diferentes que tenham aplicação mínima de 50 mil, por exemplo.

Liquidez

A liquidez dos fundos pode variar. No mercado, temos desde aplicações com liquidez de resgate diária até tempos mais longos como 30 dias ou 1 ano. Com planejamento de necessidade futura de capital, o investidor pode optar por diferentes prazos de liquidez para obter uma carteira de investimentos diversificada neste quesito.

Riscos a serem gerenciados

Existem dois riscos principais que devem ser acompanhados de perto pelos gestores e investidores:  o risco de mercado e o risco de crédito.

O risco de mercado é medido pela volatilidade e pode ficar maior ou menor dependendo das variações e condições do mercado, como taxa de juros, inflação e preços dos ativos.

O risco de crédito é a capacidade dos emissores dos ativos que compõem a carteira de um fundo têm de arcar com suas obrigações. Quanto maior a capacidade de pagamento desses emissores, menor é o risco de crédito do fundo.

Taxa de Administração e Performance

A taxa de administração é um percentual do capital aplicado no fundo e é determinada pela própria administração do mesmo.  Já a taxa de performance é um bônus que os cotistas pagam aos gestores. Esse bônus é cobrado em forma de percentual em cima do rendimento do fundo que ultrapassou o seu benchmark (CDI e IBOVESPA são os mais utilizados), e também é determinado pela administração do fundo.

Por determinação da AMBIMA, qualquer divulgação de rentabilidade histórica dos fundos de investimento deve ser líquida de taxa de administração e performance, facilitando a análise dos fundos pelos agentes do mercado.

Imposto de Renda e IOF

O IOF incide sobe os rendimentos e somente se o fundo for resgatado nos primeiros 30 dias de aplicação. Segue a tabela regressiva de alíquotas conforme o prazo:

IOF Imposto de renda

O imposto de renda desta aplicação incide sempre sobre a rentabilidade e é cobrado na fonte, no momento do resgate e também através do “come-cotas” (Confira o post sobre o imposto Come-cotas).

A alíquota que incide vai depender de sua classificação:

– Fundos de Ações: 15% apenas no resgate (esse produto não possui come-cotas);

– Fundos de Curto Prazo: títulos com prazo médio de carteira igual ou inferior a 365 dias e cobrança via come-cotas e resgate.

fundo de curto prazo

– Fundos de Longo Prazo: títulos com prazo médio de carteira acima de 365 dias e cobrança via come-cotas e resgate.

Classificação dos Fundos de Investimento

A CVM, reguladora do mercado de capitais no país, classifica os fundos em Renda Fixa, Ações, Cambial e Multimercado. Essas classes estão descritas na nomenclatura do fundo para que a identificação e tomada de decisão fique facilitada na hora da escolha.

1. Fundo de Renda Fixa

Quando um fundo pertence à classe de “Renda Fixa”, ele estará exposto primordialmente a taxa de juros e índices de preço. Para ser classificado desta forma, o fundo necessita ter pelo menos 80% do seu patrimônio investido em ativos atrelados a estes fatores de riscos. Os mais comuns são títulos públicos e privados, debêntures e emissões bancárias (CDB, LCI, LCA, etc). Fundos de renda fixa são indicados para investidores com perfil mais conservador.

2. Fundo Multimercado

Os fundos com essa classificação podem ter seu fator de risco atrelado a qualquer ativo financeiro (renda fixa, ações ou câmbio). Podem também utilizar derivativos para alavancar a carteira ou proteger a carteira de investimentos. Essa classe pode ter investimentos compatíveis com investidores com perfil que pode ir desde conservador até agressivo.

3. Fundo de Ações

Os fundos de ações deverão sempre obedecer ao limite de 67% do patrimônio investido em ações negociadas em mercados organizados, cotas de fundos de ações, de índice de ações e/ou BDR classificados como II e III. Esse tipo de fundo é sugerido para investimentos de longo prazo e investidores com perfil mais agressivo, esperando um retorno maior que os investimentos conservadores.

4. Fundo Cambial

O principal fator de risco atrelado aos fundos cambiais é a variação do preço de uma moeda estrangeira ou a uma taxa de juros chamada de cupom cambial. Para que o fundo esteja classificado desta forma, precisa obter no mínimo 80% do patrimônio atrelado a estes fatores de risco, investindo direta ou indiretamente (via derivativos).  São fundos com alta volatilidade, portanto, indicado para investidores com perfil mais agressivo.

Como eu invisto em fundos de investimentos?

Para investir em um fundo de investimento, você precisa ter uma conta aberta em uma corretora ou banco comercial. É sugerido obter uma assessoria especializada para que o investimento realizado esteja dentro do seu perfil de investidor.

Se você precisar de ajuda com suas dúvidas sobre fundos de investimentos ou qualquer outro assunto do mercado financeiro, preencha o formulário ao lado ou clique abaixo para agendar uma conversa.

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