O Presidente Donald Trump está a apenas alguns meses da eleição, que acontence em Novembro de 2020, e luta para entregar uma economia aquecida para o eleitorado americano.

Deste modo, intensifica os seus ataques.

Última cartada de Trump

Na reta final de seu governo, que podemos considerar um governo marcado por entraves, Trump aumenta a pressão sobre o FED, para forçar uma Política Monetária expansionista. A ideia é baixar os juros, do Legislativo e Executivo, e assim formular e aprovar políticas fiscais expansionistas, que permite aumentar os gastos, criar tarifas e barrar produtos estrangeiros, de modo que, fomente o crescimento econômico para os EUA.

Sobrou até pro Brasil

Em tempos de guerra comercial e eleições em vista, sobrou até para o Brasil.

Tomamos uma rasteira quando Trump anunciou um aumento sobre as tarifas de importação do aço e do alumínio. Mas calma! Como diz a expressão – Se quanto maior a altura, maior o tombo: nós já estávamos deitados. Nem doeu tanto assim!

Em um tweet, um dos principais canais de comunicação de Trump, o mesmo alegou que estávamos desvalorizando voluntariamente a moeda brasileira. É falso! Fake News!

Afirma-se que o dólar apreciado em relação às demais moedas está mais relacionado com o desaquecimento global e busca por proteção no dólar do que a uma eventual desvalorização voluntária das moedas.

O câmbio à R$4,20 (no fim de novembro) estava muito mais relacionado com a gravidade da crise brasileira do que a uma eventual desvalorização voluntaria.

A crise de 2014

Foi a maior crise da história brasileira! Levou os fatores de produção, capital e trabalho, a atingir patamares muito, muito baixos em relação ao restante do mundo. E essa capacidade ociosa da economia ainda é muito alta. Ao contrário do mundo, que crescia aceleradamente até ontem, e vem diminuindo o seu crescimento lentamente, hoje.

No Brasil, nós não crescíamos há muito tempo.

Toda essa situação, somado a aprovação das reformas da Previdência, Trabalhista, a PEC 241/55 e demais medidas de controle de gastos, provocam uma alta queda da taxa de juros em relação à média do restante do mundo.

Real vs Dólar

Isso leva a um diferencial da taxa de juros Brasil / EUA muito alto. Em outras palavras, a taxa americana de juros americana, relativamente, está muita acima da brasileira, fazendo com que com que haja saída de capital financeiro do Brasil, desvalorizando o real.

Desta vez, Trump está errado. Ele está é fazendo política para o seu eleitorado.

Uma semana tumultuada

E, na mesma semana de alta do dólar, declarações de Trump e aumento das tarifas, tivemos também a fala de Paulo Guedes.

O ministro afirmou que “devemos nos acostumar com o Real desvalorizado.” Embora o mercado financeiro, jornalistas, políticos tenham ficado em pânico com a frase. Mais uma vez, calma lá!

Guedes está apenas sinalizando, indiretamente, que há equilíbrio macroeconômico sendo construído. Em outras palavras, uma condição para que haja crescimento sustentado no longo prazo.

Consequências da construção do equilíbrio macroeconômico

i.  Reformas aprovadas,
ii. Diminuição do risco país, em maior grau
iii. Competição no setor bancário, em menor

Fatores esses que possibilitam uma taxa de juros mais baixa, em relação aos EUA, do que a média apresentada no passado.

É melhor nos acostumarmos ao dólar na faixa dos 4 reais.

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Porque em relação ao longo prazo, a economia brasileira está se recuperando lentamente da maior crise da sua história. No curto prazo, a inflação está controlada dentro da meta, e ontem (11.12) o Bacen cortou novamene a Taxa Selic, que chegou na faixa de 4,5%a.a.. Com isso, aumenta ainda mais o diferencial da taxa de juros Brasil/EUA, o que levará mais desvalorização do Real. E o BC tem se mostrado atuante em suavizar as oscilações abruptas do Real.

Os pedidos para 2020 são: ignorar as provocações, as intrigas de hoje já são menores do que aparentam e prosperidade, muita prosperidade.

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