Recuperação econômica ganha tração no Brasil

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Ao centro da imagem, a bandeira do Brasil no mastro

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta última terça-feira o tão aguardado resultado do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro do terceiro trimestre deste ano. Movendo-se contra o excesso de pessimismo observado na imprensa, muitos se mostraram surpresos ao constatar o crescimento econômico apontado pelo IBGE, que veio acima até das expectativas mais otimistas do mercado.

Superou expectativas

O PIB do Brasil cresceu 0,60% no terceiro trimestre de 2019, comparado ao resultado do segundo trimestre. Na comparação com o terceiro trimestre de 2018, a economia cresceu 1,2%. No segundo trimestre deste ano, a economia já havia registrado crescimento de 0,50%, comparado ao primeiro trimestre de 2019.

Pode-se notar através dos últimos dois resultados trimestrais positivos que a economia brasileira está, enfim, ganhando tração de retomada sustentada do crescimento. Este fator é de extrema relevância, já que desde o primeiro trimestre deste ano os gastos do governo, bem como o setor externo, estão contribuindo negativamente para a atividade econômica.

Setor interno e externo em baixa

A crise na Argentina e o arrefecimento da demanda global puxaram para baixo a conta do setor externo. Entretanto, no âmbito interno, as restrições orçamentárias implementadas nas três esferas do governo puxaram o consumo do setor público para baixo. De modo que a economia brasileira demonstrar sinais de crescimento com estas duas importantes frentes de geração de renda em rota contrária é um bom sinal de crescimento sustentável de médio e longo prazo.

Os dados do IBGE revelam que a recuperação econômica está sendo puxada pelo consumo das famílias e pelos investimentos.

A recuperação econômica gradual do mercado de trabalho está entre os principais pontos que explicam o aumento do consumo das famílias. Mesmo com uma taxa considerada elevada de informalidade, o crescimento real da massa salarial, ajudado pela inflação controlada e juros mais baixos, permitiu que as famílias pudessem consumir mais, gerando efeito cascata sobre o PIB.

Recuperação econômica e a relação com investimentos e previdência

Pelo lado dos investimentos, os números também são animadores. A FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo), principal indicador de investimento no PIB brasileiro, manteve um forte ritmo de crescimento de 2%. Houve aceleração de expansão tanto na agropecuária, quanto na indústria e no setor de serviços.

Acima de tudo, os números atuais ainda não captaram os efeitos da liberação do FGTS, que começou no mês de setembro, e, o mais importante, da histórica aprovação da reforma da previdência, uma pauta defendida por investidores e empresários há décadas, com alto potencial de elevar o ânimo dos agentes econômicos. Esses pontos adicionais podem começar surgir no quarto trimestre de 2019 e, com mais força, em 2020, colaborando para criação de um horizonte positivo no médio e longo prazo.

Os números do IGC

A pesquisa do IBGE veio em linha com os estudos do Instituto Markit. Desde o mês de agosto/2019, pode-se notar através do Índice Gerente de Compras um importante movimento de reação da atividade industrial, quando o indicador saltou de 49,9 pontos em julho para 52,5 pontos em agosto. Clique aqui para saber mais!

Atualmente, o Índice Gerente de Compras do Brasil segue oscilando dentro da zona de expansão (acima dos 50 pontos). Durante o mês de novembro, o indicador alcançou 52,9 pontos, indicando a segunda melhora mais forte dos últimos nove meses.

O gráfico mostra a evolução do PMI etor industrial, que contribui com a recuperação econômica

Vendas internacionais e a dependência de commodities

Conforme o estudo do Instituto Markit detectou aumento robusto na demanda interna, o que gerou impacto imediato no setor produtivo, com aumento no volume de negócios, produção e compras de matérias-primas.

Deste modo, com a desvalorização do real, não houve aumento no ritmo de exportações. Pelo contrário, as empresas exportadoras brasileiras registraram mais um mês de declínio nas vendas internacionais, puxado, principalmente, pela fraca demanda na América Latina.

Sdo assim, o fato de a economia brasileira, ainda muito dependente de commodities, conseguir encontrar tração de recuperação econômica mesmo com o cenário externo desafiador, é mais um fator encorajador para a sustentabilidade de médio/longo prazo desta trajetória de crescimento.

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[…] em relação ao longo prazo, a economia brasileira está se recuperando lentamente da maior crise da sua história. No curto prazo, a inflação está controlada dentro da meta, e ontem (11.12) o Bacen cortou […]