A renda fixa é o investimento mais estável e seguro do mercado. É procurado por investidores de todos os perfis, seja para começar a investir, para ter reservas de emergências ou diversificação de carteira, por exemplo.

Este tipo de investimento é o melhor quando o assunto é poupar e investir com segurança. Um dos motivos é previsão de sua rentabilidade, visto que, a remuneração da renda fixa pode ser pré e/ou pós-fixada e/ou estar atrelada a algum indicador como a Selic, CDI ou IPCA.

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O que é Renda Fixa?

É uma modalidade de investimento onde o investidor conhece ou pode prever a sua rentabilidade, antes de realizar o investimento. Ou seja, a partir do momento que o investidor opta por aplicar em um título de Renda Fixa, ele sabe quanto será o retorno sobre o capital investido.

Renda fixa é um investimento com rentabilidade previsível.

Existem alguns tipos de renda fixa públicos ou privados, que variam de acordo com prazo, remuneração, risco, entre outros.

Como funciona os títulos de Renda Fixa?

Os títulos de renda fixa nada mais são que um empréstimo de seu dinheiro para o emissor do título. Sendo assim você empresta seu dinheiro e, em troca, recebe-o com uma rentabilidade definida no momento da compra.

Esses emisores podem ser: o Governo, bancos, instituições financeiras, por exemplo, que buscam captar recursos para financiar suas atividades e projetos ou para pagar suas dívidas.

Deste modo, você recebe o seu dinheiro de volta, com um valor acrescido, de uma taxa de jurosno fim do período e ainda fomenta o desenvolvimento econômico do país.

Remuneração da Renda Fixa

Os motivos da renda fixa ter previsão de retorno no período, são os tipos de remuneração desse tipo de investimento: pré-fixada, pós-fixada ou pré + pós-fixada.

Pré-fixada

O Ativo tem uma taxa predefinida no momento da compra. Por exemplo: CDB que paga 10% ao ano. Neste caso, o investidor vai receber exatamente essa taxa de retorno até o vencimento do título.

Pós-fixada

Neste caso, a rentabilidade do investimento é baseada em alguma taxa de referência. A principal taxa utilizada como referencial é o CDI, que está sempre muito próxima da Selic. Por exemplo: 120% do CDI ao ano. Isso quer dizer que o investidor não sabe exatamente qual será a sua rentabilidade, já que o CDI pode variar, mas sabe que ela será um percentual fixo sobre o índice de referência do período.

Pré+Pós-fixada

A rentabilidade pré + pós-fixada é vista nos títulos Testouro IPCA+, do Tesouro Direto, e em outras apliucações de renda fixa – principalmente debêntures. Neste caso, o investidor recebe uma taxa pós-fixada (normalmente algum índice de inflação, como o IPCA ou o IGP-M) acrescido de uma taxa pré-fixada determinada na hora da compra. Por exemplo: IPCA + 5% a.a..

Riscos da Renda Fixa

Já que a renda fixa é o investimento mais estável e seguro disponível, uma dúvida de muitos investidores é em relação ao risco dessa modalidade de investimento. Nenhum investimento é livre de risco, mas existem fatores que os diminuem significativamente. Um exemplo é o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Fundo Garantidor de Crédito (FGC)

É uma entidade privada, sem fins lucrativos, responsável pelo auxílio a correntistas, poupadores e investidores, com foco no pequeno investidor, em caso de falência da instituição financeira.

O total de créditos que cada pessoa tem contra a mesma instituição associada, ou contra todas as instituições associadas do mesmo conglomerado financeiro, será garantido até o valor de R$250.000,00 por CPF/CNPJ, limitado ao saldo existente!

Produtos de renda fixa, como: CDB, LCI, LCA e Letras de câmbio, contam com a proteção do FGC.

Entretanto, ainda sim existem 3 tipos de riscos da renda fixa: crédito, liquidez e mercado.

Crédito

É o risco de “default” ou “calote” do emissor. Quando você adquire um título de renda fixa é como se emprestasse dinheiro para o emissor do título em troca de uma remuneração. O risco é de não haver pagamento por parte da instituição por diversos motivos, como falta de recursos, falência ou intervenção do Banco Central.

Liquidez

É a dificuldade de transformar investimento em dinheiro novamente. No caso de títulos de renda fixa, é preciso observar dois itens principais: a data de vencimento e se possui carência. A data de vencimento é quando o valor aplicado é credito automaticamente na conta do investidor, já com juros do rendimento. Já a data de carência se refere ao período no qual o investidor deve esperar até que possa fazer um resgate daquela aplicação, mesmo antes do seu vencimento.

Mercado

As aplicações de renda fixa apresentam risco de mercado quando o investidor opta por vender o título antes do seu vencimento no mercado secundário.

Tipos de Renda Fixa

  • Certificado de Depósito Bancário

É um título privado emitido por bancos, com o objetivo de captar recursos para financias atividades como concessão de crédito, por exemplo.

Dica: Atente-se a % do CDI oferecido pela instituição financeira, que pode variar bastante, podendo chegar a remunerações superiores a 120% do CDI.

  • Tesouro Direto

É um programa do Tesouro Nacional desenvolvido para venda de títulos públicos federais para pessoas físicas por meio da internet.

Ao comprar um título público, você empresta dinheiro para o governo brasileiro em troca do direito de receber no futuro uma remuneração por este empréstimo. Ou seja, você receberá o valor que emprestou acrescido de juros.

O Governo, através do Tesouro Nacional, realiza este tipo de programa para promover investimentos em saúde, educação, infraestrutura, entre outros.

    • Tesouro Selic: É um título de rentabilidade diária vinculada à taxa básica de juros (Taxa Selic).
    • Tesouro Prefixado: É um título com rentabilidade definida no momento da compra, com o resgato do valor aplicado somado aos juros pré-determinados na data do vencimento.
    • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais: É um título com rentabilidade definida acrescida de juros definida no momento da compra. O pagamento dos juros é semestral e o desgaste ocorre na data de vencimento do título.
    • Tesouro IPCA: É um título com rentabilidade vinculada à variação do índice de inflação IPCA, acrescida de um “prêmio” (juros) definido no momento da compra.
    • Tesouro IPCA com Juros Semestrais: É um título com rentabilidade vinculada à variação do índice de inflação IPCA, acrescida de um juros definidos no momento da compra. O pagamento do juros é semestral e o resgate ocorre na data de vencimento do título.
  • LCI e LCA

As LCIs (Letra de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letra de Crédito do Agronegócio), são títulos de renda fixa, emitidos por instituições financeiras, com a finalidade de financiar o setor imobiliário e agrícola, respectivamente.

Os títulos podem ter rentabilidade pré ou pós-fixada. No caso da prefixada, o investidor saberá exatamente quanto terá de rentabilidade no momento da aplicação. Já na pós-fixada, o investidor terá a rentabilidade de sua aplicação indexada ao CDI.

  • Letra de Câmbio

A LC, apesar de não possuir relação com o investimento em moedas, é utilizada pela instituição financeira como forma de captação de recursos financeiros para empréstimos às pessoas físicas ou jurídicas que firmaram algum contrato de financiamento.

As Letras de Câmbio são geradas por instituições financeiras que trabalham, de modo geral, com crédito consignado ou pessoal.

O termo câmbio vem da forma de cobrança destes créditos, que podem ser via ação cambial. A rentabilidade deste tipo de investimento costuma ser mais expressiva que os demais ativos da renda fixa.

  • Letras Financeiras

Letras Financeiras são títulos emitidos por instituições financeiras com a finalidade de captar recursos de longo prazo. Tem vencimento superior a dois anos e valor de emissão elevado. Em contrapartida, oferece aos investidores melhor rentabilidade do que outras aplicações financeiras com liquides diária ou com prazo inferior de investimento.

Desta forma, a LF beneficia tanto as instituições financeiras que necessitam captar recursos quanto os investidores que possuem montante relevante para aplicações de longo prazo.

A remuneração pode ser por meio de taxa de juros prefixadas, combinado ou não com taxas flutuantes ou índices de preços.

  • CRI e CRA

O CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e o CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) são títulos de renda fixa emitidos por instituições securitizadoas, com o objetivo de financiar o setor imobiliário e o agrícola, respectivamente.

Diferentemente de outros títulos privados, os CRIs e CRAs não possuem garantia do FGC. Portanto, é recomendável que o investidor avalie a nota de crédito concedida por uma agência de classificação de risco (rating) da emissão dos ativos para conhecer os riscos da aplicação.

  • Debêntures

São títulos de dívida de médio e longo prazo que conferem a seu detentor um direito de crédito contra a companhia emissora. Quem investe em debêntures se torna credor dessas companhias. No Brasil, as debêntures constituem uma das formas mais antigas de captação de recursos pelas empresas.

Todas as características das debêntures como prazo, remuneração e outros, são definidas na escritura da emissão e podem ser ou não conversíveis em ações da própria companhia emissora.

As Debêntures Incentivadas, são títulos emitidos por empresas com o objetivo de destinar recursos a projetos de infraestrutura. Este investimento vem crescendo nos últimos anos, principalmente pela isenção fiscal para pessoas físicas.

Tributação da Renda Fixa

Os investimentos de renda fixa possuem a cobrança do imposto de renda no resgate do título. A tributação segue uma tabela regressiva de acordo com o tempo do investimento, de tal forma que incentiva os investimentos de longo prazo.

Veja na tabela a seguir, como é feita a cobrança do imposto de renda:
Vencimento
Alíquota
Até 6 meses
22,5%
De 6 meses a 1 ano
20%
De 1 ano a 2 anos
17,5%
Acima de 2 anos
15%

Tabela da alíquota regressiva para a renda fixa – Fonte: Receita Federal

Exitem tipos de renda fixa que posuem isenção de imposto de renda, são eles:

• Letras de crédito do imobiliário e do agronegócio (LCI e LCA);

• Certificado recebíveis imobiliários e agrícolas (CRI e CRA);

• Debêntures de infraestrutura.

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Fonte: XP Investimentos

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