Tipos de Renda Fixa

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Existem diversos tipos de títulos de renda fixa no mercado para você investir, que variam de acordo com seu emissor, prazo, liquidez, etc. Investir em renda fixa, nada mais é que um empréstimo de seu dinheiro para o emissor do título. Deste modo, você empresta seu dinheiro e, em troca, recebe-o no final do período, com uma rentabilidade definida no momento da compra.

Emissores de Títulos

Esses emisores podem ser: o Governo, bancos ou instituições securitizadores, por exemplo, que buscam captar recursos para financiar suas atividades e projetos ou para pagar suas dívidas.

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Tipos de Renda Fixa

  • Crédito de Depósito Bancário (CDB)

É um título privado emitido por bancos, com o objetivo de captar recursos para financias atividades como concessão de crédito, por exemplo.

Dica: Atente-se a % do CDI oferecido pela instituição financeira, que pode variar bastante, podendo chegar a remunerações superiores a 120% do CDI.

Vantagens: É coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC)

Recomendável para diversificar a carteira de investidores que priorizam segurança devido a garantia do FGC

Risco: O maior risco existe justamente em aplicações de R$250 mil em uma mesma instituição, pois, deste modo não existe proteção do FGC.

Prazo: Pode variar, oscilando desde a liquidez diária à data de vencimento da proposta do emissor, que pode chegar a 5 anos.

Liquidez: Há a possibilidade de optar por um CDB que possui liquidez diária, como em outros com datas prefixadas de resgate.

Emissor: Título emitido por Instituições Financeiras.

Tributação:

Vencimento
Alíquota
Até 6 meses
22,5%
De 6 meses a 1 ano
20%
De 1 ano a 2 anos
17,5%
Acima de 2 anos
15%

 

  • Tesouro Direto

É um programa do Tesouro Nacional desenvolvido para venda de títulos públicos federais para pessoas físicas por meio da internet.

Ao comprar um título público, você empresta dinheiro para o governo brasileiro em troca do direito de receber no futuro uma remuneração por este empréstimo. Ou seja, você receberá o valor que emprestou acrescido de juros.

O Governo, através do Tesouro Nacional, realiza este tipo de programa para promover investimentos em saúde, educação, infraestrutura, entre outros.

Tesouro Selic: É um título de rentabilidade diária vinculada à taxa básica de juros (Taxa Selic).

Tesouro Prefixado: É um título com rentabilidade definida no momento da compra, com o resgato do valor aplicado somado aos juros pré-determinados na data do vencimento.

Tesouro Prefixado com Juros Semestrais: É um título com rentabilidade definida acrescida de juros definida no momento da compra. O pagamento dos juros é semestral e o desgaste ocorre na data de vencimento do título.

Tesouro IPCA: É um título com rentabilidade vinculada à variação do índice de inflação IPCA, acrescida de um “prêmio” (juros) definido no momento da compra.

Tesouro IPCA com Juros Semestrais: É um título com rentabilidade vinculada à variação do índice de inflação IPCA, acrescida de um juros definidos no momento da compra. O pagamento do juros é semestral e o resgate ocorre na data de vencimento do título.

Vantagens: A principal vantagem é o risco-retorno. O retorno pode ser considerado superior aos principais índices econômicos e com baixo risco. Além disso investimento do Tesouro Direto contam liquidez diária para resgate.

Desvantagens: A “necessidade” de aguardar a data de vencimento dos títulos, em virtude das oscilações dos títulos no curto prazo, que podem levar o investidor a resgatar seus títulos com perda de capital investido antes da data de vencimento.

Riscos: Os títulos públicos são 100% garantidos pelo Tesouro Nacional, com liquidez diária.

Aplicações Mínimas: O Tesouro Nacional permite aplicações a partir de R$30,00 ou 1% do valor do título.

Emissor: Título emitido pelo Governo.

Tributação:

Vencimento
Alíquota
Até 6 meses
22,5%
De 6 meses a 1 ano
20%
De 1 ano a 2 anos
17,5%
Acima de 2 anos
15%

 

  • Letra de Crédito Imobiliário (LCA) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)

As LCIs e LCAs, são títulos de renda fixa, emitidos por instituições financeiras, com a finalidade de financiar o setor imobiliário e agrícola, respectivamente.

Os títulos podem ter rentabilidade pré ou pós-fixada. No caso da prefixada, o investidor saberá exatamente quanto terá de rentabilidade no momento da aplicação. Já na pós-fixada, o investidor terá a rentabilidade de sua aplicação indexada ao CDI.

Vantagens: É coberta pelo FGC. Recomendável para diversificar carteiras de investidores que priorizam segurança, justamente pela garantia do FGC.

Desvantagens: Há cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para aplicações de menos de 30 dias.

Risco: Aplicações acima de R$250 mil não possuem cobertura do FGC.

Prazo: Pode variar, oscilando desde a liquidez a partir de 90 dias à data de vencimento proposta pelo emissor do ativo, que pode chegar à 5 anos.

Liquidez: Existe a possibilidade de optar por um LCI que possui liquidez diária a partir de uma data de carência, como também outros títulos que estabelecem datas prefixadas para resgate.

Emissor: Título emitido por Instituições Financeiras.

Tributação: As LCIs/LCAs são isentas de Imposto de Renda para Pessoas Físicas. Já para Pessoas Jurídicas, a tributação é a mesma dos outros tipos de Renda Fixa.

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  • Letra de Câmbio (LC)

A LC, apesar de não possuir relação com o investimento em moedas, é utilizada pela instituição financeira como forma de captação de recursos financeiros para empréstimos às pessoas físicas ou jurídicas que firmaram algum contrato de financiamento.

As Letras de Câmbio são geradas por instituições financeiras que trabalham, de modo geral, com crédito consignado ou pessoal.

O termo câmbio vem da forma de cobrança destes créditos, que podem ser via ação cambial. A rentabilidade deste tipo de investimento costuma ser mais expressiva que os demais tipos da renda fixa.

Vantagens: É coberta pelo FGC. Recomendável para diversificar carteiras de investidores que priorizam segurança, justamente pela garantia do FGC.

Desvantagens: Há cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para aplicações de menos de 30 dias.

Risco: Aplicações acima de R$250 mil não possuem cobertura do FGC.

Prazo: Pode variar, oscilando desde a liquidez diária à data de vencimento proposta pelo emissor do ativo, que pode chegar à 5 anos.

Liquidez: Letras de Câmbio estabelecem datas prefixadas para realizar o resgate.

Emissor: Título emitido por Instituições Financeiras.

Tributação:

Vencimento
Alíquota
Até 6 meses
22,5%
De 6 meses a 1 ano
20%
De 1 ano a 2 anos
17,5%
Acima de 2 anos
15%

 

  • Letras Financeiras (LF)

Letras Financeiras são títulos emitidos por instituições financeiras com a finalidade de captar recursos de longo prazo. Tem vencimento superior a dois anos e valor de emissão elevado. Em contrapartida, oferece aos investidores melhor rentabilidade do que outras aplicações financeiras com liquidez diária ou com prazo inferior de investimento.

Desta forma, a LF beneficia tanto as instituições financeiras que necessitam captar recursos quanto os investidores que possuem montante relevante para aplicações de longo prazo.

A remuneração pode ser por meio de taxa de juros prefixadas, combinado ou não com taxas flutuantes ou índices de preços.

Vantagens: Diversificação de investimento, além de ser uma alternativa de aplicação a longo prazo que oferece condições de remuneração diferenciadas.

Desvantagens: Valor unitário mínimo de R$150 mil pode ser um empecilho para pessoas físicas. Prazo mínimo para vencimento de 24 meses, sem possibilidade de recompra ou resgate antes desse prazo, e prazo mínimo para pagamento de rendimentos de 180 dias.

Risco: Não há garantia do FGC e há risco de crédito do emissor, ou seja, risco de a instituição emissora do título não honrar com os pagamentos previstos.

Prazo: 24 meses, vedado o resgate total ou parcial antes do vencimento

Liquidez: Liquidez no mercado secundário sujeita a oscilações e preços de mercado.

Emissor: Título emitido por Instituições Financeiras.

Tributação: 

Vencimento
Alíquota
Até 6 meses
22,5%
De 6 meses a 1 ano
20%
De 1 ano a 2 anos
17,5%
Acima de 2 anos
15%

 

  • Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA)

O CRI e o CRA são títulos de renda fixa emitidos por instituições securitizadoras, com o objetivo de financiar o setor imobiliário e o agrícola, respectivamente.

Diferentemente de outros títulos privados, os CRIs e CRAs não possuem garantia do FGC. Portanto, é recomendável que o investidor avalie a nota de crédito concedida por uma agência de classificação de risco (rating) da emissão dos ativos para conhecer os riscos da aplicação.

Vantagens: Há a isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas. Em geral, há a previsão do fluxo de caixa das remunerações e amortizações do ativo aos investidores.

Regime fiduciário garante segregação do risco do emissor. Isso quer dizer que, caso a securitizadora tenha dificuldades financeiras, o fluxo de pagamento não será afetado, uma vez que os recebíveis estão separados do patrimônio da companhia emissora.

Desvantagens: Não possui garantia do FGC. Liquidez reduzida. A recomendação seria resgatar os recursos apenas data de vencimento do ativo.

Os CRIs podem ou não ser destinados à investidores em geral. No caso dos CRAs, apenas investidores qualificados podem adquirí-los.

Remuneração: Existem várias formas de remuneração nesse investimento. O mais comum é atrelado à inflação (IPCA) somado ao pagamento de uma taxa prefixada, mas também é possível que o rendimento seja vinculado ao DI ou apenas prefixado. O pagamento de juros é feito de maneira periódica e amortização (mensal, semestral ou anual) ou, em alguns casos, apenas na data de vencimento de títulos.

Risco: Por não possuir garantia do FGC, o investidor deve avaliar o risco de crédito atrelado ao CRI/CRA. As emissões destes títulos possuem avaliação em agências de rating, que podem auxiliar o investidor na tomada de decisão.

Prazo: A depender da emissão de cada título. Na maioria deles, os prazos são mais longos se comparados às LCIs e LCAs, por exemplo.

Liquidez: A liquidez destes títulos é limitada à disponibilidade dos mesmos no mercado secundário, com os preços variando conforme condições de mercado.

Emissor: Título emitido por Instituições Securitizadoras.

Tributação: Os CRIs e CRAs são isentos de Imposto de Renda para Pessoas Físicas. Para Pessoas Jurídicas, a tributação é a mesma que dos outros tipos de Renda Fixa.

  • Debêntures

São títulos de dívida de médio e longo prazo que conferem a seu detentor um direito de crédito contra a companhia emissora. Quem investe em debêntures se torna credor dessas companhias. No Brasil, as debêntures constituem uma das formas mais antigas de captação de recursos pelas empresas.

Todas as características das debêntures como prazo, remuneração e outros, são definidas na escritura da emissão e podem ser ou não conversíveis em ações da própria companhia emissora.

Debêntures Incentivadas

As Debêntures Incentivadas, são títulos emitidos por empresas com o objetivo de destinar recursos a projetos de infraestrutura. Este investimento vem crescendo nos últimos anos, principalmente pela isenção fiscal para pessoas físicas.

Vantagens: Por serem negociadas no mercado secundário, algumas debêntures possuem liquidez razoável, e, portanto há a possibilidade de resgate diário em condições de mercado.

As Debêntures Incentivadas possuem isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos e ganhos de capital para pessoas físicas, o que confere maior potencial de ganho a estes investidores em relação a outros tipos de renda fixa.

Desvantagens: Não Possui garantia do FGC. Por ser emissão de empresas, podem ter risco superior aos demais tipos de renda fixa.

Remuneração: Existem vários meios de remuneração nesse investimento. O mais comum é atrelado à inflação (IPCA) somado ao pagamento de uma taxa prefixada, mas também é possível que o rendimento seja vinculado ao DI

Risco: Por não possuir garantia do FGC, o investidor deve avaliar o risco de crédito atrelado à debênture. As emissões destes títulos, em muitos casos, possuem avaliação de agências de rating, que podem auxiliar o investidor na tomada de decisão.

Prazo: A depender de cada emissão. Para as Debêntures incentivadas, o prazo mínimo é de 4 anos.

Liquidez: A liquidez destes títulos é limitada à disponibilidade dos mesmos no mercado secundário, com os preços variando conforme condições de mercado.

Emissor: Título emitido por Empresas.

Tributação:

Vencimento
Alíquota
Até 6 meses
22,5%
De 6 meses a 1 ano
20%
De 1 ano a 2 anos
17,5%
Acima de 2 anos
15%

 

Como investir em Renda Fixa

Para começar a investir em Renda Fixa, você pode abrir uma conta na XP Investimentos. Feito isso, transfira dinheiro para sua conta XP. Selecione a opção investir e, em seguida, Renda Fixa.

Por fim, escolha o tipo de investimento de sua preferência e o montante desejado para aplicar.

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