O FMI (Fundo Monetário Internacional) atualizou suas projeções de crescimento para vários países nesta última quarta-feira, muito em função dos impactos já observados à atividade global, acima do anteriormente esperado.

No último relatório de perspectivas para 2020, divulgado no mês de abril, a instituição esperava recuo de 3% do PIB global. Agora, o FMI projeta uma retração bem superior, de 4,9%.

Projeção do FMI para 2021

Além disso, a recuperação esperada para 2021 não será tão forte quanto o imaginado anteriormente. Os dados mais atualizados do FMI demonstram um crescimento de 5,4% no ano que vem, inferior a projeção anterior de 5,8%. Ainda assim, a instituição ressaltou que uma segunda onda de infecções em 2021 poderia diminuir a expansão da economia drasticamente, para apenas 0,50%.

As revisões negativas foram consideradas significativas para um curto espaço de tempo, contribuindo para propagação de um novo clima de tensão nas principais praças financeiras mundiais.

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Projeção do FMI para o Brasil

Para o Brasil, o FMI espera uma contração absurdamente elevada de 9,1% na atividade econômica deste ano. A nova projeção do FMI para o PIB do Brasil é muito superior ao número divulgado no último relatório do mês de abril, que apontava um recuo já considerado muito expressivo de 5,3% em 2020.

Caso as estimativas atualizadas do FMI se concretizem até o final deste ano, será o pior desempenho da economia brasileira em mais de 100 anos, ou desde o início da série histórica, iniciada em 1900.

Como se não bastasse o cenário aterrorizante para o crescimento, o FMI também espera uma deterioração ainda mais rápida na saúde fiscal do país. A expectativa da instituição é que a dívida bruta do Brasil vá alcançar insustentáveis 102% do PIB já neste ano.

O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, trabalha com uma estimativa de dívida bruta alcançando 95% do PIB neste ano, próximo, portanto, da expectativa do FMI. Apesar de descartar hipótese de calote sobre a dívida, Mansueto disse que o Brasil precisa acelerar os projetos de privatizações e concessões já no curto prazo, além de realizar mudanças nos regimes tributários, como forma de compensar a queda significativa de receita.

Caso a receita continue baixa, mesmo com as reformas, o Secretário do Tesouro estima que não será possível alcançar superávits primários até o final do próximo governo, período de tempo considerado longo demais.

A situação global

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Vários outros países estão enfrentando situações fiscais desafiadoras. Nesta última quarta-feira, por exemplo, a agência de classificação de risco Fitch cortou o rating do Canadá pela primeira vez na história, de AAA para AA-, movimento justificado pela deterioração das finanças públicas.

Já a Itália, que possui uma situação de endividamento insustentável, totalmente dependente dos programas de compra de ativos do BCE, está pressionada realizar o maior empréstimo a uma montadora europeia da história.

Boatos circulam no mercado de que a FCA (Fiat Chrysler) está muito próxima de fechar um empréstimo com o governo italiano de 6,3 bilhões de euros, intermediado pelo conhecido Intensa Sanpaolo, maior bando de varejo da Itália. Instituição que, por sinal, teve que ser regatada apenas três anos atrás pelo governo.

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