No artigo de hoje traremos um compilado de dados atualizados sobre as economias e mercados internacionais, os dados são da Bloomberg (maior empresa de tecnologia e dados para o mercado financeiro do mundo, também agência de notícias com sede em Nova York).

1 – Nível de Poupança em relação a renda total, nos Estados Unidos

1 – Nível de Poupança em relação a renda total, nos Estados Unidos:

Desde 1964 este é o momento com maior nível de poupança (em % da renda) nos Estados Unidos. Efeito, logicamente, resultado do choque de consumo causado pelas restrições de saúde.

Para onde está indo esse dinheiro?

Para aquilo que alertamos desde o início dessa crise: destino de grande parte é o mercado financeiro. Somados a isso, dentro de uma realidade de juros estruturalmente baixos no mundo, o capital está migrando para os ativos de risco, impulsionando a recuperação nos mercados acionários e de renda variável como um todo.

2 – Participação do Setor Financeiro no preço total das ações dos Estados Unidos (500 maiores empresas)

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<h2><strong>2 – Participação do Setor Financeiro no preço total das ações dos Estados Unidos (500 maiores empresas)</strong></h2>
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Desde 1980, este é o segundo momento mais baixo em % de participação. O pior havia sido em 2008.

Porém, como trouxemos em artigo anterior, essa crise não é financeira, e sim de choque de demanda. Provavelmente essa perda de relevância foi resultado do “boom” nas BIG5 e demais empresas de tecnologia, o que torna as ações de empresas financeiras dos Estados Unidos uma boa oportunidade.

Nas últimas duas semanas tivemos o início de uma provável recuperação nesta relação. Quer investir em Bancos Norte Americanos? Entre em contato com a gente clicando aqui!

3 – Variação no número de falências nas empresas dos EUA

3 – Variação no número de falências nas empresas dos USA

Falências sobem em 48% em Maio nos Estados Unidos: Apenas em maio, cerca de 27 empresas que reportam pelo menos US $ 50 milhões em dívidas, entraram em recuperação judicial – o número mais alto desde a Grande Recessão de 2008.

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Em maio de 2009, 29 grandes empresas entraram em falência, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

Até o momento, 98 empresas com pelo menos US$ 50 milhões em passivos, faliram nesta crise. Também número mais alto desde 2009, quando o mesmo ocorreu com 142 empresas nos primeiros 4 meses do ano.

4 – Medição da Qualidade do Ar na China

4 – Medição da Qualidade do Ar na China

Nível de poluição na cidade de Zhengzhou chega novamente a patamares normais (péssimos). Ruim por um lado, bom por outro… A cidade é responsável por importante linha de montagem da Apple (principalmente iPhones).

Este pode ser um indicativo de retomada no crescimento da demanda pelo celular mais vendido do mundo.

5 – A Crise de 2020: profunda, porém, mais rápida

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<h2><strong>5 – A Crise de 2020: profunda, porém, mais rápida</strong></h2>
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Na linha do trouxemos desde meados de março, e resumido nesse artigo, o Morgan Stanley publicou uma projeção onde compara a trajetória da crise de 2008 com a atual.

Aparentemente analisam a situação na mesma linha de nossa seguinte perspectiva apresentada anteriormente: “Será uma das mais profundas crises, mas NÃO esperamos uma das maiores”.

Em sua projeção, estão prevendo um comportamento similar ao esperado diante dos dados que trouxemos no artigo anterior. O PIB real das 10 maiores economias do mundo vai passar por uma contração mais profunda, porém, mais breve do que quando comparada a Grande Depressão de 2008.

Essa é a diferença entre uma crise (choque de demanda) exógena ao sistema e uma crise financeira sistêmica. Sem dúvida, os pacotes de 15 Trilhões de Dólares mundo afora, foram os responsáveis para que a situação atual não migrasse da primeira para a segunda.

6 – Empresas na Bolsa de Valores, novas Estatais?

6 – Empresas na Bolsa de Valores, novas Estatais?

Quem é o maior acionista no Japão? Essa resposta ficou fácil de responder e difícil de compreender: O Banco Central.

O BoJ detém 80% do mercado de ETFs no Japão e mais de 10% de todo o mercado acionário.

O maior acionista, de uma das mais desenvolvidas e tecnológicas economias do Mundo capitalista é o Banco Central. Parece dicotômico e cômico, porém, é verdade. Diante das taxas de juros estruturalmente baixas (negativas) e dos QE’s absurdos (pacotes de estímulos monetários “não convencionais”) estamos vivendo um novo cenário: Está quase proibido as bolsas de valores caírem.

O mercado acionário e de renda variável costuma ser visto como o ápice do capitalismo em uma economia. Economias de Mercado são mais liberais tendo seus ativos sendo negociados nos mercados internacionais, e o capital privado é quem conduz o crescimento econômico e desempenho dos ativos. Será mesmo?

Em alguns países este quadro parece invertido, pelos que estamos vendo diante dos movimentos nos mercados desde 2008, e sobretudo (de maneira incomparável) diante da Crise atual.

Poderia não ser exagero, diante dos números observados, dizermos que alguns Governos estão “Estatizando” o Mercado de Ações. Claro que isso teoricamente é algo momentâneo para diminuir o risco de maior contágio em uma já fragilizada economia, o problema é que em países como Japão, isso está acontecendo (e crescendo) há mais de 8 anos.

As maiores compras são em momentos de fortes quedas originadas por crises, e geralmente os BCs acabam fazendo lucro nessas transações (como EUA em 2008) porém, no tamanho atual, fica difícil desfazer dessas posições, em algum momento o remédio pode virar a própria doença.

7 – Bancos Centrais seguram os mercados internacionais

7 – Bancos Centrais seguram os mercados internacionais

No gráfico acima temos a quantidade de ativos financeiros detidos pelo Federal Reserve (Banco Central) em % do total do PIB dos Estados Unidos. Na mesma linha do que trouxemos anteriormente acontecendo no Japão, nesta crise o FED está ainda mais agressivo nas recompras de ativos no mercado financeiro.

Depois do fim do padrão ouro, as moedas passaram a possuir sua confiabilidade não mais na quantidade de Ouro que os Bancos Centrais detinham em seus cofres.

Seu lastro acontece por meio de alguns pilares:
  1. confiança na dívida e contas públicas das economias nacionais (probabilidade de calote);
  2. produtividade e nível tecnológico da indústria e economia;
  3. poderio militar (confiança aos investidores em casos extremos, e proteção a países exportadores de commodities);
  4. e em última instância: alavancagem e qualidade dos ativos financeiros que o BC detém.

Hoje a continuidade do aumento da demanda do dólar, e queda nas taxas de juros dos EUA, em momentos de crise; demonstram ainda a alta confiança que os investidores mundiais possuem na economia norte americana.

Entretano, de todos os pontos anteriores, talvez o último seja o mais questionável ultimamente. O FED vem aumentando suas compras de ativos de todos os tipos (inclusive “Junk Bonds” renda fixa com alto risco) como forma de estimular a economia, dar liquidez aos mercados internacionais e afastar a possibilidade de contágio dos desdobramentos da crise atual.

O resultado? Mais uma vez tem funcionado:

Mercados Internacionais

Ontem, pela primeira vez, o principal índice de ações dos Estados Unidos (SP500) ultrapassou a marca do topo de 2020, recuperando todas as perdas do ano, causadas na atual crise.

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