Joe Biden, novo presidente dos Estados Unidos, possui uma lista de desafios a cumprir a partir do ano que vem. Um dos principais temas a serem revistos são a postura dos Estados Unidos no comércio internacional, onde entra a RCEP.

Durante a gestão Trump, acordos foram desfeitos e o país se fechou um pouco para o mundo. Neste último domingo, quinze países Asiáticos assinaram o texto do acordo para formar o maior bloco de livre comércio do mundo, movimento justamente apoiado pela China e que exclui os norte-americanos.

O que é o RCEP?

Batizado de Parceria Econômica Regional Abrangente (RCEP, em inglês), o novo tratado pode fortificar ainda mais a posição da China como grande player econômico e dominante na região do sudeste asiático, indo até ao Japão e as Coreias.

A ausência dos Estados Unidos no maior acordo comercial do planeta pode favorecer a China moldar estratégias relevantes para sustentar seu crescimento de longo prazo, muitas vezes ameaçados por gargalos internos.

A região abrangente do tratado é justamente a de crescimento mais acelerado do mundo. Com a redução progressiva de tarifas comerciais em vários setores, ampliam-se as condições para manutenção do ritmo de prosperidade.

No Brasil

Na agenda interna, o Boletim Focus do Banco Central revelou que o mercado reduziu o nível de pessimismo com o crescimento deste ano, saindo de uma projeção de retração de 4,80% no PIB de 2020 para contração de 4,66%. A expectativa para 2021 é de crescimento de 3,31%

Entretanto, as estimativas para a inflação em 2020 estão em 3,25% ao ano, leve aumento de 0,05 pontos percentuais em comparação com a projeção da semana passada. Para o ano que vem, a expectativa do mercado é de IPCA aos 3,22%, levemente superior a última projeção de 3,17% da semana passada.

Apesar do leve aumento nas projeções de inflação, as expectativas dos agentes seguem ancoradas abaixo da meta. Em 2020, o objetivo do Banco Central com a inflação é de 4%. Para 2021, a meta de inflação a ser perseguida é de 3,75%.

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