Em sua 234ª reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 2,00% a.a, este é o menor nível desde o início da série histórica do Banco Central.

O que é a Taxa Selic e qual seu impacto na economia?

A Taxa Selic é a taxa básica de juros da economia e é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Quando a Selic é reduzida, o crédito é barateado, incentivando assim a produção e o consumo em um período de baixa atividade econômica, porém a medida enfraquece o controle da inflação.

Segundo dados do IBGE, O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,94% em outubro, maior resultado para o mês desde 1995. No ano, a prévia da inflação acumulou alta de 2,31% e em 12 meses atingiu 3,14%.

Com a inflação em 3,14% a.a e a Selic em 2% a.a, o cenário atual da taxa de juros no Brasil, está negativo em 0,75%. Para usarmos como exemplo, uma aplicação de R$1.000,00 na poupança, que paga atualmente 70% da Selic ao ano,ao invés de rentabilizar, terá uma perda real de R$17,40 a.a.

Com este panorama, cada vez mais os brasileiros necessitam buscar opções diferenciadas para rentabilizar seu patrimônio.

Como investir neste cenário?

Apesar da Taxa Selic em seu valor mínimo histórico, a renda fixa ainda é recomendada para compor a reserva de emergência do investidor, pois essa parcela dos recursos deve continuar em aplicações de risco baixo e liquidez imediata.

Existem opções em renda fixa atreladas à inflação, que permitem que investidor garanta ganhos reais (apesar de baixos) e se proteja de um aumento dos preços, é o caso do Tesouro Direto IPCA ou algumas modalidades de LCI, CDBs ou LC.

No restante da carteira, a saída é a diversificação através da renda variável para buscar maiores rentabilidades.

Dentro da renda variável, os fundos de investimentos são boas opções para quem está iniciando, e existem diversas modalidades, que se enquadram em cada perfil de investidor.

Através dos fundos de investimento, é possível investir em ações, imóveis, moedas estrangeiras, ouro, entre outros, e sempre com uma gestão profissional especializada.

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Cuidado!

Em um momento incerto de pandemia e juros baixos, o movimento de saída da Renda Fixa para a Renda Variável é intenso e, de certa forma, perigoso.

O investidor deve tomar bastante cuidado e estudar o cenário macroeconômico, os tipos de investimentos e a sua tolerância ao risco para não minimizar os erros.

Para te auxiliar a entender estas mudanças no cenário econômico brasileiro e montar sua carteira de investimentos de acordo com seu perfil e seus objetivos, clique aqui e agende uma conversa gratuita com um de nossos assessores.

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