Membros do Fomc (Comitê de Política Monetária do FED), se reuniram nos dias 15 e 16 de dezembro e decidiram manter inalterada a FFR (Federal Funds Rate – taxa básica de juros dos Estados Unidos), bem como os significativos programas de compras de ativos (quantitative easing).

A decisão do FOMC

A decisão veio em linha com a estratégia de antecipação e transparência da autoridade monetária norte-americana, não provocando nenhuma surpresa por parte de investidores e players de mercado.

A novidade, como de costume, ficou por conta de pequenas mudanças, porém relevantes, no texto do comunicado emitido após o encontro do Comitê. O FED se comprometeu seguir com seus programas de QE (quantitative easing) de forma continuada, além de manter a FFR próxima de zero, sem apontar uma data limite por enquanto, até que todo o movimento de recuperação econômica possa ser considerado concluído.

O compromisso com o Quantitative Easing

Até então, o Banco Central dos Estados Unidos havia se comprometido em manter o Quantitative Easing no volume extremamente maciço apenas nos próximos meses, sem estar vinculado com o objetivo da FFR. Agora, o FED considera manter o volume atual do QE no mesmo timing em que pretende manter a FFR próxima de zero.

Na avaliação dos membros do Fomc, essa estratégia vai permitir um progresso maior rumo a dupla meta da autoridade monetária de máximo emprego com estabilidade de preços.

Perspectivas para a economia americana

Além de sinalizar apoio mais firme com os Quantitative Easing, o FED melhorou sua expectativa para o PIB dos Estados Unidos. Na última projeção realizada em setembro/2020, esperava-se 4% de crescimento para 2021. Agora, a mediana das estimativas dos membros do Fomc apontam para um PIB de 4,2% ano que vem. Os números também subiram em 2022, de 3,0% para 3,2%.

A taxa de desemprego também sofreu revisão positiva. O estudo de setembro/2020 apontava para um desemprego de 5,5% em 2021. Agora, a estimativa do FED é que a taxa de desemprego será de 5% no ano que vem. Para 2022, a projeção para o desemprego também foi revista positivamente, de 4,6% para 4,2%.

Apesar das melhoras consideradas relevantes no cenário para crescimento e emprego, as estimativas para a inflação mantiveram-se praticamente inalteradas, ponto relevante para carregamento da estratégia dovish. O FED espera inflação de 1,8% em 2021 (praticamente em linha com o a projeção de 1,7% feita em setembro/2020) e inflação de 1,9% em 2022 (também praticamente em linha com a projeção anterior de 1,8%).

O mesmo cenário pode ser observado para o núcleo de inflação, bastante utilizado pelo FED em suas decisões de política monetária. As estimativas para o núcleo de inflação se manteram praticamente inalteradas. Para 2021, o FED espera que o núcelo alcance 1,8%, praticamente em linha com a estimativa anterior de 1,7% realizada em setembro/2020. Para 2022, o FED espera que o núcelo vá alcançar 1,9%, praticamente em linha com a última estimativa de 1,8%.

Importante ressaltar que a meta de inflação a ser perseguida pelo FED é de 2% ao longo do tempo, com certa tolerância para oscilações de curto prazo.

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