A agência de classificação de risco Fitch Ratings emitiu relatório nesta última segunda-feira atualizando as expectativas para a economia brasileira. Para este ano, a agência de classificação de risco espera que o PIB deverá contrair 4,6%, relativamente inferior a última estimativa de queda de 5% realizada no mês de novembro.

Projeção do PIB

A projeção também é inferior ao número presente no relatório de setembro, onde a Fitch esperava contração de 5,8% no PIB. É possível notar, portanto, uma sequência de revisões positivas para a atividade econômica.

Entretanto, as projeções para 2021 não sofreram grandes alterações. A expectativa da agência de classificação de risco é que a economia brasileira deverá crescer 3,1% ano que vem, levemente inferior a projeção anterior de alta de 3,2%.

Uma das preocupações mais recentes no mercado é com relação ao cenário fiscal. Muito se discute sobre o teto de gastos, bem como sua viabilidade de médio/longo prazo. Os últimos relatos que circulam no mercado não soaram muito bem entre os investidores, provocando recuo do índice Bovespa neste último pregão.

Projeção do PIB

No cenário inflacionário, a Fitch espera que o IPCA deverá atingir 4,2% este ano, porém recuar para 3,5% em 2021, ao mesmo tempo que espera elevação da taxa Selic de 2% para 5,20% até o final do próximo ano. Para 2022, as projeções são mais otimistas e revelam Selic a 4,5%, combinada com dólar a R$ 4,90 e inflação ancorada nos 3,5%.

No cenário externo, destaque para a expectativa de novas medidas de estímulo à economia a serem anunciadas pelo governo japonês. Comenta-se no mercado que a nova rodada de pacote de estímulo no Japão poderá alcançar 73 trilhões de ienes, equivalente a 700 bilhões de dólares.

Estratégia Japonesa

A estratégia do governo japonês é realizar uma nova rodada de injeção de recursos na economia como forma de conter a disseminação do coronavírus, mas também arquitetar as condições para a trajetória de retomada no pós-pandemia.

O crescente aumento nos casos de coronavírus no Japão estão aumentando as preocupações do Ministério da Saúde e podem pressionar para que o pacote seja anunciado muito em breve.

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