Neste artigo, vou abordar sobre um famoso investimento brasileiro: Tesouro Direto e quais títulos você deve escolher.

O que é o Tesouro Direto?

Tesouro Direto é um título emitido pelo governo federal e funciona semelhante a um empréstimo, pois ao comprar um título você adquire um percentual da dívida brasileira. O valor investido retorna acrescido de uma taxa de juros na data do vencimento acordada no momento da aplicação.

Essa modalidade vem ganhando espaço no universo da renda fixa haja vista que é possível começar a investir com apenas R$30,00 em rendimentos que são superiores a poupança e tão seguros quanto.

É possível comprar os títulos públicos por meio de uma corretora e custodiados na BM&FBovespa com registro vinculado ao seu CPF. Através da corretora também é possível acompanhar a evolução dessa aplicação.

Custos e Impostos

É importante ressaltar que existe um custo para deixar esse recurso aplicado. Esse custo equivale à taxa de custódia cobrada pela própria BM&FBOVESPA, representando/sendo um total de 0,3% a.a. sobre o total aplicado.

Temos também que investir em Tesouro Direto é tão seguro quanto investir na poupança, que é garantida pelo FGC, mas apenas até o limite de R$ 250 mil por CPF e instituição em que o valor estiver aportado.

Ao contrário da caderneta e de títulos de renda fixa como LCI, LCA e entre outros isentos, todos os títulos oferecidos pelo Tesouro Direto arcam com o Imposto de Renda (IR), de acordo com a tabela da renda fixa abaixo:

Imposto de Renda do Tesouro Direto

Além do imposto de renda, há o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Este será aplicado caso haja resgate nos primeiros 30 dias de aplicação e respeita as alíquotas apresentadas na tabela a seguir:

IOF

Vale informar que toda a incidência, seja de IR ou IOF, é sobre a rentabilidade do ativo e não sobre o capital investido.

Taxas e siglas importantes

Antes de entrarmos no mérito de conceito de cada título e qual deles pode ser a sua melhor escolha, é importante o investidor ter conhecimento das taxas e siglas que vão estar presentes nessa modalidade. Por isso separei as 3 mais importantes para você ficar por dentro:

– Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic): é a taxa de juros básica da economia estipulada pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM) para reger o crédito e a inflação. Essa taxa tem impacto direto nos juros de renda fixa, pois na prática, representa o que o Governo Federal está disposto a pagar pela própria dívida, da qual depende o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Os Certificados de Depósitos Interbancários (CDI) são também parametrizados por essa taxa.

– Pré-fixado: são aqueles títulos que têm sua taxa de rentabilidade indicada no momento da compra. Isso significa que quem opta por essa modalidade sabe previamente qual será o retorno percentual do período e pode então, escolher a alternativa que melhor se adequa aos seus planos de vida e metas.

– Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA): aponta a variação do custo de vida médio das famílias com renda mensal de 1 e 40 salários-mínimos. Trata-se da inflação oficial do país. Quando um investimento fornece um rendimento maior que a inflação, há um ganho real. O CDI, por exemplo, teve seu pior cenário em 2020, perdendo para o IPCA. Em contrapartida, existem títulos públicos e privados que pagam a variação da inflação mais uma taxa pré-fixada de juros ao ano.

Tesouro Direto e quais títulos escolher

Há quatro principais tipos de títulos públicos que sempre estarão indexados a uma das taxas que conceituamos anteriormente. Todos estão disponíveis no site do tesouro ou na sua conta em uma corretora. Para saber mais sobre Renda Fixa, clique aqui.

Segue uma breve explicação da dinâmica dos títulos:

Tesouro IPCA+ (NTNB Princ)

O rendimento do Tesouro IPCA + (NTNB Princ) corresponde à variação da inflação (IPCA) do período mais um percentual de juros ao ano. A remuneração e o desconto do Imposto de Renda ocorrem somente no vencimento ou em virtude de uma venda antecipada do título realizada pelo investidor.

Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTNB)

O rendimento do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, assim como o título anterior, é definido pela variação da inflação (IPCA) do período mais um percentual de juros ao ano. A diferença está em sua remuneração, sendo o pagamento a cada seis meses com incidência de recolhimento de Imposto de Renda a cada semestre.

Tesouro Prefixado (LTN)

O rendimento desse título é predefinido e você sabe exatamente o valor a ser resgatado no seu vencimento. Ele, assim como os títulos indexados ao IPCA, oferece volatilidade e se valoriza ou desvaloriza de acordo com as projeções da economia e taxa de juros negociada.

Tesouro Selic (LFT)

O mais popular de todos! A rentabilidade desse título é vinculada à taxa de juros básico da economia, a Selic. Um aumento da Selic eleva o rendimento e uma redução desfavorece a rentabilidade.

Dica de leitura: Momento de mercado: o que está acontecendo com o Tesouro Selic? – Fonte XP Investimentos

Liquidez

Os títulos públicos oferecem uma liquidez muito elevada que seria “D+1”. Isso significa que, se você realizar a venda do seu título na segunda feira, receberá o recurso na terça. Mas isso acontece apenas se os dias em questões forem úteis! Caso haja feriado o resgate cai no dia útil seguinte.

Qual é a melhor opção?

Agora que você já conhece as principais opções e quais são os tipos de rentabilidade oferecidas por cada uma, como escolher uma delas?

É evidente que em momento de Selic alta as LFTs podem ser interessantes, ainda mais penando no curto prazo, onde o título pode apresentar menores oscilações no preço.

Já em momentos de queda da Selic, como o atual, o Tesouro IPCA oferece uma forma de investir no longo prazo com blindagem da inflação e um ganho real. Essa opção é ideal para quem está pensando em projetos para daqui há mais de 3 anos ou até mesmo independência financeira.

Olhando para o pré-fixado, temos a garantia de um rendimento no vencimento mesmo que a taxa de juros sofra cortes. Entretanto, se você quiser vender o título antes do vencimento corre o risco de resgatar menos do que investiu.

É preciso ter um planejamento e estar atento. No site do próprio tesouro direto há um simulador que ajudar a escolher o título que se enquadra melhor no seu objetivo de vida. Clique aqui e acesse o simulador!

Apesar disso, é importante ter ao seu lado um especialista do mercado para sanar suas dúvidas e auxiliar no que for preciso.

Importante sempre ter ao seu lado um especialista do mercado com quem pode contar! Mas deixo aqui também o simulador do próprio tesouro direto, aonde ele te auxilia de forma menos personalizada.

Clique aqui e converse com o Gabriel para saber mais sobre os títulos do Tesouro Direto!

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