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quarta-feira, 12 maio 2021
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Investir no exterior vale a pena? 4 razões para você internacionalizar seus investimentos

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Durante muito tempo, no Brasil, investir no exterior era restrito aos investidores institucionais, ou seja, os grandes fundos de investimentos, sendo inimaginável ao investidor de varejo ter acesso às grandes gestoras globais.

Junto a isso, as elevadas taxas de juros sempre foram um grande atrativo ao investidor brasileiro, de modo que este não sentia grande necessidade de diversificar seu patrimônio buscando outras regiões e mercados. Assim, por muito tempo, acabamos mantendo “todos os ovos em uma mesma cesta”, o que representa um risco bastante alto.

Nesse artigo você vai encontrar 4 razões para investir no exterior, de modo a otimizar a rentabilidade, bem como mitigar os riscos. 

1. Investir no exterior: diversificação e mitigação de riscos

A partir da alocação internacional, você não apenas tem acesso a produtos diferentes, como também expõe seu capital a diferentes mercados, o que, por consequência, diminui o risco da carteira de investimentos.

2021, por exemplo, tem sido sofrido para a economia brasileira, a qual traz alguns dados pouco animadores:

  • A dívida pública do país já representa 90% do PIB;
  • O real é a quarta moeda que mais desvalorizou no ano;
  • O Ibovespa tem o pior desempenho do mundo, com queda acumulada de 5,68% até o final de fevereiro;
  • O risco Brasil voltou a operar acima dos 200 pontos.

Apenas essas informações já seriam justificativa suficiente para o investidor optar pela internacionalização de parte do seu patrimônio, entretanto, a lista segue.

2. Exposição à economia mundial

A partir da exposição global, é possível ter acesso a uma gama muito maior de empresas. Enquanto no Brasil temos somente 448 empresas listadas na Bolsa de Valores (ainda abaixo do patamar dos anos 90, quando mais de 600 companhias eram negociadas), nos Estados Unidos são mais de 4.700.

Além disso, em maio de 2020, a revista Forbes divulgou a sua lista das 2.000 maiores empresas listadas na bolsa, sendo que entre as 10 primeiras colocadas, 5 são chinesas.

A exposição à economia mundial significa ainda um grande potencial de retorno, sendo historicamente superior ao Ibovespa.

Principalmente ao considerar o atual cenário de ascensão das empresas de tecnologia, é extremamente difícil para o Brasil, que possui uma bolsa formada predominantemente por commodities e bancos, competir com economias que avançam exponencialmente no âmbito da tecnologia, seja por meio de inteligência artificial, análise de dados, etc.

O gráfico abaixo traz uma comparação entre o índice da bolsa brasileira (Ibovespa) e o S&P 500 (índice das 500 ações mais líquidas das bolsas norte-americanas NYSE e NASDAQ), nos últimos 25 anos:

Na maioria das vezes, ao falarmos de economia global, a primeira coisa que passa na cabeça do investidor são os Estados Unidos e Europa. Entretanto, atualmente, boa parte dos gestores globais estão voltados às economias emergentes, tal como a asiática, com foco na China.

Isso ocorre, principalmente, em razão dos maciços investimentos que o país vem fazendo em pesquisa e desenvolvimento. Em 2019, foram US$ 321 bilhões em P&D, o que representa 22,7% do Produto Interno Bruto nominal. É o segundo maior investimento em P&D do mundo, aproximando-se dos EUA, sendo que nos próximos 5 anos, o país pretende aumentar em 7% os investimentos no setor.

Aliado a isso, apesar da sua posição de destaque no comércio internacional, o consumo interno chinês contribui em 82% do seu PIB, de modo que um aumento na classe média reflete diretamente e em grandes proporções na performance econômica do país.

Atualmente,  40% da população urbana chinesa possui renda anual entre US$ 10.600,00 a US$13.000,00, o que significa que a classe média é de 400 milhões de pessoas, quase duas vezes o total da população do Brasil. E há previsões de que até 2025, 75% da população da China se converta em classe média.

Comparando a expectativa de crescimento da classe média (extremamente importante para o crescimento do consumo interno e elevação do PIB, como visto acima) para 2030, a América Lartina conta com uma expectativa de 354 milhões de pessoas, ao passo que a Ásia tem uma expectativa de 3,492 bilhões, o que reforça a necessidade de maior exposição às economias globais.

3. Exposição ao dólar

Boa parte dos instrumentos que possibilitam a exposição internacional são “dolarizados”, o que significa que sua oscilação também será resultado da variação do dólar, como no exemplo de alguns fundos e BDRs.

Na prática, é como se, no momento em que você comprasse um BDR ou fizesse um aporte em um fundo dolarizado, também fosse feito um câmbio do valor que você está investindo. 

Assim, você passa a ganhar com a alta da moeda em face ao real e a perder quando esta se desvaloriza. Abaixo, temos um exemplo bastante ilustrativo que demonstra o desempenho das ações do Facebook x o BDR do Facebook.

Perceba que a valorização do BDR é superior à valorização da ação sozinha. Isso porque, é como se a valorização do BDR fosse resultado do desempenho da moeda + a variação da ação.

4. Risco político

Além dos pontos mencionados, manter capital no Brasil conta com um risco político bastante alto, até porque grandes empresas brasileiras, como a Petrobrás, são passíveis de receber grande interferência política. 

Exemplo disso ocorreu no dia 19/02, quando o Presidente Jair Bolsonaro pegou o mercado de surpresa ao demitir o presidente da estatal, Roberto Castello Branco. A consequência para a nossa bolsa foi uma queda de quase 5% no dia seguinte, uma vez que as ações da Petrobrás representam aproximadamente 12% do Ibovespa.

Em função da interferência na estatal brasileira, o risco-país (CDS – credit default swap) disparou 14,02% e o dólar chegou a subir mais de 2% no dia. Com a desvalorização do real perante a moeda americana, o Banco Central teve de intervir e leiloou US$1 bilhão por meio de swap cambial, um tipo de contrato com efeito equivalente à venda de dólares no mercado futuro.

Da mesma forma, na última quarta-feira (24/03), o atual governo nomeou Rodrigo Limp Nascimento como próximo CEO da Eltrobrás, nome que não constava na lista de candidatos preparada pela consultoria externa independente Korn&Ferry, contratada para assessorar neste processo de escolha.

Segundo matéria do Brasil Journal, tal decisão, pouco tempo após a troca de comando da Petrobras, pode piorar ainda mais a visão dos investidores internacionais em relação ao Brasil.

O que se conclui dos dados apresentados é que investir no exterior não somente é importante, como também necessário para que o investidor mitigue seus riscos e aumente o potencial de retorno da sua carteira.

Além disso, o fato de atualmente podermos contar com instrumentos refinados de acesso à economia global trouxe grande facilidade ao processo de internacionalização da carteira de investimentos.

Para entender quais são os veículos que permitem acessar produtos com exposição internacional, confira nosso artigo!

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