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terça-feira, 11 maio 2021
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Os fundos de investimentos mais “diferentes”

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As corretoras de investimentos, seja em busca de ativos mais rentáveis ou em razão da maior competitividade, vêm trazendo uma gama cada vez maior de opções de investimentos, de modo a agradar os mais diversos perfis de investidor. 

Esse posicionamento por parte das corretoras refletiu principalmente em uma oferta muito maior e diversificada de fundos de investimento, sendo possível investir nos mais diferentes e curiosos setores e mercados.

Esse post traz os 5 fundos mais “diferentes” para aplicação na XP Investimentos. Destaco aqui que nenhuma das informações presentes consiste em indicação de produto, mas sim em uma apresentação das diversas categorias hoje disponíveis.

De robôs a ETFs de Cannabis, o que não faltam são opções de diversificação de portfólio.

Criptomoedas

Alvo de grande divergência e ceticismo por boa parte dos investidores, as criptomoedas têm ganhado cada vez maior relevância no mercado de capitais. Tendo ficado conhecidas primeiramente em função do Bitcoin, hoje existem ao menos outros 5 mil criptoativos disponíveis para compra no mundo. Para facilitar essa árdua tarefa de escolha dos ativos, uma das opções é o investimento via fundo. Atualmente, isso é possível no Brasil por meio da gestora Hashdex, fundada em 2018 com apoio de fundos do Vale do Silício e regulada pela CVM.

Atualmente, a equipe conta com 3 principais fundos:

  • Discovery:  disponível para qualquer investidor, sendo que aloca somente 20% do patrimônio em criptoativos, ficando 80% em renda fixa. O valor de entrada é de R$ 500.
  • Explorer: direcionado para o investidor qualificado (aquele com mais de R$ 1mi em aplicações financeiras). Possui até 40% de exposição em cripto e o investimento inicial é de R$ 10 mil. 
  • Voyager: voltado para o investidor profissional (aquele com mais de R$ 10mi em aplicações financeiras), pode alocar até 100% do patrimônio em criptoativos e possui aporte mínimo de R$ 100 mil.

A parcela investida em cripto de cada fundo é alocada entre os 16 ativos presentes no HDAI, benchmark criado pela própria equipe da Hashdex e que agrega critérios rígidos de elegibilidade na categoria. Com rebalanceamento trimestral, o índice tem como objetivo representar de maneira ampla esse mercado de US$ 270 bilhões.

Essa limitação na porcentagem de exposição aos criptoativos nos fundos Discovery e Explorer ocorre principalmente em função da alta volatilidade desta categoria de investimento. 

Por fim, destaca-se que os criptoativos carregam o benefício da baixa correlação com os ativos tradicionais. Com isso, a gestora Hashdex sugere que uma alocação, representando até 5% do portfólio, pode melhorar o retorno de uma carteira sem alterações relevantes no perfil de risco se a alocação for bem calibrada.

Recentemente, a CVM autorizou o lançamento do primeiro ETF de criptomoedas no Brasil, o qual também foi criado pela gestora Hashdex e está disponível para qualquer investidor! Para entender melhor, dê uma olhada nesse artigo que explica em detalhes!

Fundos de Investimentos em Cannabis

No final de 2019, a XP lançou o fundo Trend Cannabis, visando participar de um mercado que deve movimentar mais de US$ 160 bilhões por ano até 2025. Tal iniciativa vem em um cenário de legalização da planta em diversos países, seja para uso medicinal ou recreativo, o que aumentou a procura de investidores por ativos que têm exposição a esse mercado.

O fundo está disponível para os investidores em geral e tem aplicação mínima de R$ 500, funcionando de maneira passiva ao acompanhar a variação do ETF MG Alternative Harvest ou, como é mais conhecido, “MJ” (mesmo código na bolsa de valores de Nova York). O ETF é o maior e mais líquido ligado ao setor de Cannabis nos EUA.

O fundo investe globalmente em ações de empresas relacionadas direta ou indiretamente com o processo de cultivo legal, produção, marketing ou distribuição de produtos de Cannabis para fins tanto medicinais quanto não medicinais.

Adicionalmente, o fundo pode investir em empresas farmacêuticas que produzam, comercializem ou distribuam remédios que usem derivados do Canabidiol (canabinóides).

As empresas elegíveis para entrar na carteira do MJ devem possuir mais de 50% da receita atrelada a atividades relacionadas à indústria de Cannabis. Alguns dados do ETF:

  • Número de ações na carteira: cerca de 40
  • Rebalanceamento de carteira trimestral
  • Quase 90% da carteira concentrada em empresas de três países: Canadá (~ 55%), Estados Unidos (~27%) e Inglaterra (~10%)
  • 2/3 dos investimentos em ações do setor Farmacêutico e cerca de 20% no setor de Tabaco

Entretanto, deve-se ter atenção ao investir nesta modalidade de fundo por ser considerado de alto risco em razão do setor que está inserido.

O fato de a grande maioria das empresas da carteira do MJ estar sujeita aos riscos regulatórios envolvendo a indústria, somado ao estágio de vida muito novo de várias companhias, faz com que as oscilações de preço das ações sejam bastante superiores à média do mercado acionário americano ou mesmo brasileiro.

Trend ESG

Inicialmente, vale destacar que o conceito “ESG” vem sendo muito comentado no mercado de capitais brasileiro, atualmente. Pauta que já vinha sendo discutida internacionalmente há alguns anos. Antes tarde do que nunca, eis que o tema começa a ser tratado com maior volume em terras brazilis.

A sigla significa environmental, social and governance, ou seja, o termo sintetiza critérios de conduta das empresas em áreas que cada vez mais investidores estão levando em consideração: ambiental, social e de governança.

Lançado em 2020, o fundo ESG investe em empresas internacionais com boas práticas de impacto social e ambiental. Consiste em um fundo passivo, o que significa que ele acompanha índices de referência, no caso, ele investe em três ETFs negociados no exterior nas seguintes proporções:

  • 50% do patrimônio será aplicado no iShares ESG MSCI USA, com mais de 300 ações de empresas de grande e média capitalização nos Estados Unidos, como Apple, Amazon, Microsoft e P&G.
  • 40% irão para o iShares ESG MSCI EAFE, com mais de 450 ações de empresas de grande e média capitalização de mercados desenvolvidos, exceto Estados Unidos e Canadá.
  • Já os 10% restantes vão para o iShares ESG MSCI EM, com mais de 300 ações de empresas de grande e média capitalização de mercados emergentes, entre eles o Brasil — as empresas brasileiras representam cerca de 0,44% do portfólio.

Posteriormente, a XP lançou o Trend ESG Dólar, seguindo a mesma estratégia, mas com uma novidade: um adicional de exposição em dólar. Ambos os fundos disponibilizados pela corretora estão disponíveis para aplicação a partir de R$ 500.

Trend Lideranças Femininas

O Fundo Trend Lideranças Femininas, lançado pela XP em setembro de 2020, é indexado ao ETF She que foi criado nos EUA pelo State Street Global Advisors com o objetivo de investir em empresas que têm forte presença feminina em cargos de liderança

O ETF She seleciona entre as 1.000 maiores companhias americanas aquelas que apresentam maior proporção de mulheres em conselho administrativo ou em cargos executivos

As empresas são ranqueadas de acordo com os seguintes critérios: 

(i) proporção de mulheres no conselho administrativo ou em cargos executivos em relação ao total de membros do conselho de administração e executivos;

 (ii) proporção de mulheres em cargos executivos em relação ao total de executivos; e 

(iii) proporção de executivas, excluindo as que participam do conselho de administração, em relação ao total de executivos, exceto os executivos que são membros do conselho de administração. Dentro de cada setor são selecionadas as empresas com melhor classificação até que 10% do mercado de setor seja alcançado. O peso de cada papel é definido de acordo com o valor de mercado de cada companhia que é negociado em bolsa (free float), sendo que nenhuma empresa terá uma posição superior a 5%.

A estratégia do Trend Lideranças Femininas FIM apresenta proteção cambial, isto é, não está exposta à variação do dólar. Além disso, 20% da taxa de administração do fundo é destinada ao Instituto As Valquírias, uma organização dedicada a entregar oportunidades para mulheres em situação de vulnerabilidade social. O fundo está aberto para os investidores em geral e é acessível a partir de R$ 500.

Fundos Quantitativos

Os fundos quantitativos, também chamados de quants, consistem em uma classe de fundos de investimentos que tem sua gestão feita por um processo no qual os títulos para compor a carteira do fundo são escolhidos por meio de algoritmos e modelos matemáticos pré definidos e montados por especialistas.

A grande diferença deste tipo de fundo está na retirada do valor emocional, ou seja, o fator humano nas decisões tomadas. Diferentemente de uma  gestão convencional de ativos, a qual envolve toda uma equipe realizando análises dos ativos, nos quants, a seleção de ativos é feita por uma espécie de robô, o qual é programado para identificar oportunidades sem nenhum tipo de subjetividade.

Basicamente, estes robôs usam dados históricos para prever o futuro dos preços dos ativos, usando inteligência artificial. Além disso, nem todo fundo quantitativo possui o mesmo racional de investimento, suas estratégias são muito diferentes entre si. Alguns são desenhados para performar independente do cenário, já outros tendem a passar longos períodos sem grandes variações e são sucedidos por fortes valorizações em um curto espaço de tempo.

Gostou do tema? Então não deixe de dar uma conferida nesse artigo que aprofunda um pouco mais sobre esse assunto!

Um dos grandes diferenciais desta modalidade de fundo é a ausência de correlação em relação aos mais diversos movimentos do mercado. Conforme apresentado na imagem abaixo, a linha laranja representa o Ibovespa, enquanto as outras três linhas representam o movimento de três fundos quantitativos distintos. Repare que o movimento deles não é atrelado ao da linha laranja:

A indústria de fundos quantitativos já existe há mais de 12 anos no Brasil. Entretanto, ainda não é tão difundida como em outros países, a exemplo dos Estados Unidos, onde boa parte dos fundos multimercados já são quantitativos. Esse cenário começou a mudar na pandemia, quando muitas pessoas tomaram um susto com a rentabilidade de suas carteiras.

Entre os fundos quantitativos brasileiros, 20 são acompanhados pela XP.  Durante a crise do novo coronavírus, o patrimônio desses 20 fundos quase triplicou. Saltou de R$  2,5 bilhões em dezembro de 2019 para R$ 6 bilhões em agosto de 2020. Já o número de cotistas disparou quase 4x, de 18 mil para 70 mil no mesmo período.

Quais dessas modalidades você ainda não conhecia? E qual delas mais gostou? Não deixe de compartilhar com a gente e se ainda tiver alguma dúvida, deixe nos comentários!

Para entender como encaixar essas estratégias na sua carteira de investimentos, marque uma reunião comigo. Até o próximo post!

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