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Fundos de Ações

Fundos de Ações: o que são e como funcionam?

Stéfano Caiula-
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fundos de ações

Fundos de ações são ótimas alternativas para investir na bolsa de valores sem adquirir diretamente ações de empresas.

Você consegue identificar os fundos de ações pela sigla FIA no nome do fundo, embora existam algumas exceções. Sendo assim, alguns fundos, ao mudar de tipologia (por exemplo de multimercado para ações), decidem manter o mesmo nome, sem incluir a sigla FIA.

Nesse investimento, você adquire cotas e confia a um gestor a responsabilidade por executar a estratégia de direcionamento dos recursos.

Portanto, investir em um fundos de ações é uma maneira um pouco mais simples de apostar na bolsa de valores, sem ter de operar diretamente no pregão. Mais simples porque quem toma as decisões de que papéis comprar ou vender não é o investidor, e sim um gestor profissional. Deste modo, para o investidor, basta separar o dinheiro e aplicar.

Por isso, os fundos de ações costumam ser uma alternativa indicada para quem está em busca de uma rentabilidade maior que a dos tradicionais investimentos em renda fixa ou fundos multimercado.

O que são fundos de ações?

Primeiramente, um fundo de ações é dividido em cotas e funciona como um condomínio.

Os ganhos são divididos entre os participantes, na proporção do valor depositado por cada um.

A soma do dinheiro dos investidores compõem o patrimônio do fundo, que é aplicado por um gestor profissional. Ele decide o que fazer com os recursos segundo políticas predefinidas. Portanto, quando as aplicações têm resultado positivo, as cotas do fundo (menor fração do patrimônio) se valorizam. O contrário acontece quando o desempenho é ruim.

O fundo de ações é uma carteira de ativos da renda variável. Sendo assim, têm como principal fator de risco a variação de preços de ações admitidas à negociação em mercado organizado.

Exigências da Anbima

De acordo com a Anbima, associação do mercado de capitais, os fundos de ações devem aplicar no mínimo 67% – ou dois terços – do seu patrimônio em ações negociadas em mercados organizados, como bolsas de valores, ou em outros ativos relacionados a esse segmento.

É o caso de bônus ou recibos de subscrição, certificados de depósito de ações, cotas de outros fundos de ações, cotas de fundos de índice de ações e ainda BDRs (recibos emitidos no Brasil que representam ações negociadas no exterior). O terço restante do patrimônio líquido pode ser investido em outros tipos de ativos financeiros.

Por outro lado, existe o detalhe que, se estiver previsto no regulamento, não é preciso que sigam os limites de concentração por emissor que valem para os fundos em geral. Normalmente, é permitido aos fundos investir no máximo 20% do patrimônio em ativos emitidos por uma mesma instituição financeira. No caso de empresas de capital aberto e outros fundos, o limite é de até 10% do patrimônio, e de 5% para os demais emissores.

Portanto, no caso das carteiras focadas em ações, é possível ultrapassar esses percentuais. Para isso, elas precisam informar – no termo de adesão e ciência de risco – que que podem estar expostas a uma concentração significativa em ativos financeiros de poucos emissores. Sendo assim, esse é o documento que os investidores assinam para formalizar sua participação em um fundo. Dessa forma, é preciso conter no termo, explicitamente, os riscos envolvidos.

Tipos de fundos de ações

Os fundos de ações é uma das categorias dos fundos de investimentos. De acordo com a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), ele pode ser classificado conforme a gestão e a estratégia.

Além disso, há fundos específicos e a possibilidade de investir em capital estrangeiro.

Vamos entender melhor todas essas classificações?

Tipo de gestão

A gestão do fundo de ações pode ser feita de duas formas: ativa ou passiva.

  • A ativa consiste em superar um índice de referência ou não ter um indicador referencial.
  • Já a passiva, tem como objetivo replicar o comportamento de um índice de referência da renda variável, como o Bovespa (IBOV) ou o Small Caps (SMLL).

Estratégia dos Fundos de Ações

Em uma gestao ativa, pode subdivididir os fundos de ações segundo a estratégia em:

Valor/Crescimento

São carteiras com foco no potencial de crescimento das empresas. Neste caso, o gestor prioriza os ativos que estão abaixo do valor patrimonial, mas que possuem alta capacidade de valorização ao longo do tempo.

Setoriais

Neste portfólio, os ativos pertencem, majoritariamente, a um mesmo setor de atuação ou conjunto de setores interligados.

Dividendos

A estratégia com foco na geração de renda. Por isso, os ativos são de empresas com bom dividend yield ou que possuem históricos de pagamento de proventos atrativos.

Small Caps

A carteira possui cerca de 85% dos ativos emitidos por empresas que estão fora do índice IBrX. Os demais 15% podem ser alocados em ações de companhias de maior capitalização.

Sustentabilidade/Governança

Este fundo de ações tem seus ativos concentrados em empresas bem gerenciadas ou que possuam iniciativas voltadas para responsabilidade social e sustentabilidade do negócio ao longo do tempo.

Índice ativo

São carteiras que possuem um índice como referencial de desempenho.

Livre

É portfólio sem estratégia definida, ou seja, as atividades e alocações são especificadas apenas no seu regulamento.

Específicos

Os fundos de ação classificados como específico consiste em um portfólio que diverge do regulamento utilizado pelos demais fundos disponíveis no mercado.

Assim, ele pode ser segmentado em:

a. Fundos fechados: são carteiras regulamentadas e de condomínio fechado, ou seja, não estão disponíveis para a compra no mercado financeiro.

b. Fundos de mono ação: todo o patrimônio está alocado nos ativos de uma só empresa.

Investimento no Exterior

Para entrar nesta categoria, o fundo de ações precisa ter, no mínimo, 40% do seu patrimônio alocado em ativos de capital estrangeiro.

Custos dos fundos de ações

Um fundo de ações tem duas formas para se remunerar: com a taxa de administração e de performance.

De acordo com a Instrução CVM 555/2014, a taxa de administração é o meio para remuneração do administrador do fundo. Além disso, ela remunera toda a operacionalização da sua gestão e os prestadores de serviço contratados pelo fundo. Ela incide sobre o patrimônio mantido pelo investidor e é divulgada como um percentual anual, mas a cobrança não ocorre uma só vez por ano – e sim diariamente, de maneira proporcional.

A taxa de performance ou taxa de desempenho é um pagamento feito a um gestor de investimentos para gerar retornos positivos. Dessa forma, é diferente da taxa de administração, onde o investidor paga independente dos resultados.

É comum um fundo utilizar o “2 com 20”, ou seja 2% de administração e 20% de performance. Ambas as taxas são fixas. No entanto, caso o fundo supere a rentabilidade do índice de referência predeterminado (Ibovespa, CDI, IPCA etc.), é cobrada uma taxa de performance.

Ressalte-se que a cobrança de taxa de performance é uma prática muito comum e bem vista, já que motiva o gestor a buscar o melhor desempenho para o fundo. Ou seja, sempre que esta taxa for paga, é porque o fundo teve bom rendimento.

O investir pode monitorar a performance do fundo diariamente, já considerando o desconto das taxas cobradas. Recomenda-se o foco no longo-prazo.

As taxas são um fator importante na escolha de um fundo de ações porque incidem na rentabilidade. Porém, esse não pode ser o único critério de seleção. É necessário avaliar o desempenho do fundo e sua relação risco retorno. Para te ajudar nessa avaliação, fale com um de nossos assessores.

Tributação dos fundos de ações

Se comparados aos fundos de renda fixa e multimercado, os FIAs apresentam alguns benefícios fiscais.

Tem alíquota única de 15% de IR sobre o lucro, descontado na hora do resgate. Além disso, não tem cobrança de IOF para resgates abaixo de 30 dias e come-cotas (antecipação de IR em maio e novembro).

O fundo de ações vale a pena? Como escolher o mais adequado para você

Como vimos, um fundo de ações pode ser classificado de diversas formas. Ou seja, há diversas opções para você investir.

A escolha do fundo de ações apropriado para a sua carteira deve ir além de analisar o rendimento.

Tenha em mente que, na renda variável, rentabilidade passada não é garantia de retorno futuro.

Ao mesmo tempo, se o fundo escolhido for bem gerenciado e traz um histórico de bom desempenho, a tendência é de que ele continue a apresentar resultados satisfatórios.

Mas, antes de qualquer investimento, você precisa conhecer o seu perfil de investidor.

O fundo de ações pode ser indicado a perfis moderados e agressivos. Escolha um dentro da sua tolerância ao risco e invista a quantia que desejar.

Nessa hora, vale uma reflexão: como você se sentiria caso seu fundo perdesse 10% de valor? Venderia ele ou manteria a posição?

A resposta indica o risco que você aceita correr em nome de uma possibilidade de retorno maior.

Além disso, você deve definir os seus objetivos e o prazo de aplicação, pois esse investimento possui prazo de liquidez, que é o período entre a solicitação do resgate e o repasse dos recursos.

Caso eles não estejam alinhados, você pode ter prejuízos, como multas ou perdas de rentabilidade.

Outro ponto a ser considerado é o custo envolvido. Lembre-se de que ele afeta o retorno líquido.

Então, se o fundo de ações escolhido tiver altas taxas, boa parte do seu rendimento ficará comprometido.

Benefícios dos fundos de ações

Os principais benefícios dos fundos de ações são a praticidade de investimento, a facilidade no pagamento do Imposto de Renda, a possibilidade de contar com um profissional para definir quais papéis serão comprados com o seu dinheiro e a diversificação de suas aplicações, não dependendo de apenas uma ou outra ação.

Para fins de diversificação, os fundos são excelentes. Com eles, você terá todo o conhecimento do gestor para aplicar em empresas e setores com boas perspectivas, sem precisar estudar papel por papel ou se concentrar apenas no que você lê nos jornais e informativos econômicos.

Entre outras facilidades dos fundos de ações, está a simplificação no pagamento dos impostos. O Imposto de Renda de 15% é pago uma única vez, ao resgatar a sua cota, sobre os rendimentos obtidos no período.

Na aplicação direta na bolsa de valores, a apuração do IR é mensal. E é bom lembrar: nessa modalidade, não há o IOF, o imposto sobre operações financeiras.

Fundos de ações mais rentáveis

Para descobrir quais são os fundos de ações mais rentáveis, é importante consultar um dos nossos assessores.

Nessa busca, você deve pesquisar não apenas o mês ou o ano, mas um histórico completo, que permita uma investigação acurada do desempenho do gestor.

Lembre-se, porém, desta máxima: rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

Além disso, você precisa ter visão de longo prazo. Pelo grau de risco maior, esse tipo de investimento costuma apresentar maiores oscilações no curto prazo.

Outro fator importante é a liquidez. Como são fundos mais sofisticados, costumam ter uma liquidez menor em relação aos fundos de renda fixa, multimercado ou compra direta de ações. A média é de 30 dias para resgate, mas existem exceções. Mesmo para um perfil mais agressivo, recomenda-se não utilizar os fundos de ação como reserva de emergência, em função do grau de rsco maior e baixa liquidez

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