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Mercado Financeiro

Previdência Privada e Poupança: qual investir?

Angelo Reis-
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previdência privada e poupança

A previdência privada e poupança posuem o mesmo objetivo: acumular recursos para aposentadoria.

No entanto, há diferenças bastante significativas entre eles. Conceitualmente, ao comentar sobre a poupança, estamos nos referindo à caderneta de poupança, investimento mais conhecido entre os brasileiros e acessado por meio dos bancos.

Na ótica da previdência, estamos considerando planos de previdência complementares abertos (regulamentos pela SUSEP). São investimentos completamente distintos entre si. A seguir, confira as principais características de cada um deles.

Liquidez da Previdência Privada e Poupança

Apesar da poupança possuir liquidez diária, ela só rende a cada 30 dias corridos.

Por outro lado, a previdência possui um prazo de resgate específico. Isso depende da estratégia do plano. Tal como um fundo de investimento. Geralmente, estes prazos de resgate são de 15 a 30 dias. Mesmo parecendo ter uma liquidez “boa”, é menor que da poupança. No entanto, tem rentabilidade diária. Ainda na questão da liquidez é preciso estar atento a questão da tributação, que é específica para os planos de previdência.

Renda Fixa vs Poupança

Tributação da Previdência Privada e Poupança

A poupança é isenta de imposto de renda.

A previdência, por sua vez, dependerá do regime de tributação escolhido na contratação do plano. Há dois tipos, o progressivo e o regressivo.

Não tem melhor ou pior, mas aquele que melhor se adequa a realidade do investidor. Independente do regime escolhido, o resgate frequente na fase de acumulação do fundo de previdência implica em cobranças de imposto (feitos da fonte) relativamente altas, o que pode prejudicar, e muito, a rentabilidade. Neste caso, recomenda-se a portabilidade do plano de previdência para outro, que não implica em incidência de imposto de renda.

Rentabilidade

Falando em rentabilidade, a poupança está sujeita a uma taxa de rendimento bem simples por estar atrelada a taxa meta SELIC. Ela sempre é 70% da SELIC (quando a SELIC for até 8,5% a.a., acima disso, fixa-se a 0,5% a.m.). Embora seja muito fácil calcular ou simular a rentabilidade da poupança, é importante verificar os índices de inflação. Isso porque, o que importa na verdade, especialmente quando projetamos um acúmulo de recursos para utilizar no futuro é o quanto esse investimento performa com relação à inflação – índice mais indicado é o IPC-A (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Recentemente, a rentabilidade da poupança está bem abaixo da inflação, o que significa que o investidor que tem recursos aplicados está, aos poucos, tendo o seu patrimônio desvalorizado. Assim, no longo prazo pode ter uma perda bastante significativa de patrimônio.

Certo, e quanto a previdência?

Bem, mesmo sendo bem mais abrangente, a rentabilidade do plano de previdência depende do tipo de fundo contratado. Há diversas estratégias. Em suma, os planos de previdência podem ser do tipo renda fixa, multimercado e renda variável. Mesmo dentro destas classes, há subdivisões de estratégias e, consequentemente de risco. Lembrando que os planos de previdência, no quesito rentabilidade, tem a mesma dinâmica de um fundo de investimento. Isso implica que o fundo de previdência tem a cota precificada diariamente e, dependendo do desempenho dos ativos dentro da carteira do fundo, é possível que haja rentabilidade negativa.

3 motivos para sair da poupança

Do ponto de vista de oscilação de rentabilidade, a poupança é bastante “comportada”, sendo a variação do valor investido dependente diretamente da SELIC, como comentado acima. O plano de previdência, por sua vez, pode ter oscilação muito pequena ou até mesmo tão representativo quanto um fundo de ações (na verdade, há planos de previdência exclusivos de ações).

Mas por que alguém investiria em um fundo de previdência mais arriscado, com ações essencialmente na carteira?

Simples! Pois no longo prazo, os investimentos em renda variável (perfil agressivo), de forma geral, são muito mais rentáveis que a poupança. São até mesmo mais rentáveis que outros de renda fixa (perfil conservador). Entretanto, as oscilações dos preços das cotas que são diárias podem pressionar emocionalmente aquele investidor que não tem perfil agressivo. Os períodos curtos.

Boa notícia para previdência privada

Há escalas intermediárias de risco rentabilidade que podem adequar-se ao perfil de cada um. Além disso, há a possibilidade de combinar dois, três ou até mais planos de previdência de modo a diversificar com regimes de tributação distintos.

Portanto, a previdência é uma forma de investir muito mais interessante quando consideramos o investimento a longo prazo. Pois possui diversas características que confere a este investimento versatilidade e customização. Tudo de acordo com a realidade e perfil do investidor.

Por outro lado, em razão de ter rentabilidade limitada a 70% da SELIC (com rendimento até 8,5% ao ano), pode ser que a poupança nunca renda negativo (nominalmente). Sendo assim, a poupança também pode, em períodos de inflação alta, ter uma rentabilidade real negativa. Ou seja, “perder” para a inflação.

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